A britânica Jaguar Land Rover vai oferecer propostas de rescisão voluntária a quatro mil trabalhadores nos próximos dois anos, numa medida de reestruturação que visa reduzir custos em 1,9 mil milhões de euros. A empresa enfrenta uma forte pressão causeda pela concorrência de fabricantes chineses de automóveis mais baratos, por um ataque cibernético recente e pelas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A Jaguar Land Rover, controlada pela indiana Tata Motors, confirmou através de um porta-voz à CNBC que está a abrir um programa de rescisões voluntárias, oferecendo aos colaboradores e membros da equipa de gestão a oportunidade de deixar a empresa. A fabricante automóvel emprega 30 mil pessoas no Reino Unido, de um total de cerca de 40 mil funcionários em todo o mundo.
A empresa afirmou que precisa de se adaptar à evolução das condições do mercado global e reduzir a produção para cerca de 300 mil veículos. "Para alcançar este objetivo, precisamos de simplificar ainda mais a nossa organização, melhorar a eficiência e aumentar a nossa resiliência", declarou o porta-voz.
Apesar dos cortes, a Jaguar Land Rover planeia lançar cinco novos produtos nos próximos 12 meses e investir 20 mil milhões de euros nos próximos cinco anos em eletrificação, tecnologias digitais e melhoria da experiência dos clientes.




