Um estudo sobre a qualidade do ar realizado em 13 escolas por todo o país, incluindo quatro estabelecimentos no Norte de Portugal — EB de Manhente (Barcelos), EB de Freixo (Ponte de Lima), EB 2/3 Pevidém e EB Gil Vicente (Guimarães) — revelou que os poluentes atmosféricos medidos na entrada dessas escolas estão acima dos futuros limites legais. O estudo, desenvolvido pelo projeto "Respirar Fundo", cofinanciado pela União Europeia, utilizou estações portáteis de medição para monitorar partículas em suspensão (PM10 e PM2.5), dióxido de nitrogênio (NO₂) e ozônio troposférico (O₃).
Em nove das 12 escolas monitoradas, a aplicação dos valores-limite mais restritivos da Diretiva Europeia 2024/2881, que entrará em vigor em 2030, teria resultado em muito mais situações de descumprimento, com concentrações médias de PM2,5 e NO₂ superiores aos respectivos valores-limite anuais. Foram também registrados picos que excederam os valores-limite atualmente em vigor, particularmente no que diz respeito às partículas PM2.5 e PM10.
Os resultados são agravados pelo excesso de tráfego rodoviário, com aumentos significativos dos níveis de poluição nos horários de pico da manhã e da tarde. O Centro de Investigação Ambiental e de Sustentabilidade produziu os relatórios que documentam essas conclusões.
Está prevista para outubro uma nova edição do projeto, denominada "Respirar+Fundo", que envolverá escolas de outras regiões do país, contando com o apoio das prefeituras locais. Além da avaliação da qualidade do ar, o projeto incluirá atividades paralelas de educação ambiental e a criação de clubes meteorológicos escolares.




