O Goldman Sachs alertou que o preço do petróleo pode chegar a 120 dólares por barril se os ataques a navios no Oriente Médio continuarem a se agravar. O banco prevê ainda que o brent possa atingir os 80 dólares por barril caso as exportações na região voltem ao normal. A instituição recomenda o investimento em gás natural e diesel como forma de os investidores acumularem novos ganhos.
No fim de semana de 5 e 6 de setembro foram reportados pelo menos três ataques a navios iranianos por parte dos Estados Unidos. Em resposta, os iranianos atacaram três navios ligados aos norte-americanos e mais três navios petroleiros que navegavam no Estreito de Ormuz por uma rota que consideram "não autorizada". Segundo o Comando Central norte-americano, os navios iranianos atacados faziam parte de uma "rede multimilionária de navios sombra" que financiava o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
Face aos ataques, o Irã admitiu criar uma "zona proibida" no Estreito de Ormuz "nos próximos dias". O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaï, adiantou que essa zona começará na "linha de bloqueio da marinha americana" e incluirá setores do Golfo, ameaçando que qualquer navio que entre na nova zona será "colocado em uma lista de sanções".
Esta segunda-feira, 7 de setembro, o brent já ultrapassou os 95 dólares por barril enquanto o crude estava a negociar acima dos 91 dólares. O co-chefe de investigação de commodities do Goldman Sachs, Daan Struyven, considerou que a China pode ser "uma força estabilizadora" no mercado petrolífero, com a restrição das importações da matéria-prima face à subida dos preços.




