Marina Lopes, gerente de marketing de 40 anos e mãe de Theo, de 4 meses, é uma das pessoas que sentem culpa ao descansar. Diferentemente de muitas puérperas que usam os momentos de sono do bebê para relaxar, Marina sente necessidade de produzir, resolver questões do trabalho, ler e-mails e fazer um curso de inteligência artificial para não ficar para trás.
Essa necessidade de performance acompanha Marina há muito tempo. Sua rotina inclui despertador cedo inclusive nos finais de semana, e momentos de ócio simplesmente não existem em sua vida. Ela relata que não consegue apenas respirar, se acalmar e tomar uma água sem sentir a necessidade de ser produtiva, seja saindo de casa ou realizando alguma atividade.
Marina também mantém metas de produtividade que, quando não alcançadas, geram frustração. No ano passado, ela tinha o objetivo de ler 10 livros, mas conseguiu ler apenas 3 durante a descoberta da gravidez. A gerente de marketing descreve sua situação como uma comparação constante com os outros e uma dificuldade em simplesmente não fazer nada.




