A Venezuela garantiu que vai respeitar os acordos petrolíferos existentes com a China e a Rússia. A ministra dos Hidrocarbonetos, Paula Henao, afirmou em entrevista ao canal Venevisión que as empresas mistas com autorização para exercer atividades petrolíferas nesses países "continuarão a exercer as suas atividades" e que a Venezuela respeita muito esses acordos.
Esta garantia surge num contexto de agitação após um acordo entre Caracas e Washington para explorar um quinto das reservas de petróleo bruto venezuelano. A Casa Branca declarou que a maioria dos jazigos petrolíferos abrangidos pelo acordo bilateral eram anteriormente controlados por empresas russas e chinesas, ou por aliados do antigo presidente Hugo Chávez e do atual presidente Nicolás Maduro. Washington criticou que esses "atores estrangeiros mal-intencionados" terão saqueado os recursos venezuelanos em benefício de adversários dos Estados Unidos.
A China exigiu que os seus interesses na Venezuela fossem salvaguardados após notícias de que o acordo poderia afetar campos onde operavam empresas estatais chinesas como a Sinopec e a CNPC. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, afirmou que os direitos e interesses legítimos da China na Venezuela devem ser protegidos, salientando que a cooperação entre os dois países está protegida pelo direito internacional e pelas leis de ambos os países.
A China mantém há anos interesses significativos no setor petrolífero venezuelano, com empresas estatais envolvidas em projetos de exploração e produção no âmbito da estreita relação económica desenvolvida entre Pequim e Caracas durante os governos do Partido Socialista Unido da Venezuela.




