Daqui a menos de um ano, o Maracanã voltará ao centro do futebol mundial ao receber nove jogos da Copa feminina, incluindo a abertura e a final. No entanto, ao redor do estádio, o futebol feminino vive um paradoxo: enquanto os times do Rio são referência na base, no profissional convivem com limitações estruturais, oscilações no investimento e a concorrência de projetos mais consolidados em São Paulo.
Os resultados recentes demonstram essa realidade. Desde a criação da Copinha feminina, todos os títulos ficaram no Rio, conquistados pelo Flamengo em 2023 e 2025, e pelo Fluminense em 2024. No Brasileirão Sub-20 de 2025, a decisão foi um clássico entre Botafogo e Flamengo, com o título alvinegro. Em maio deste ano, o Flamengo voltou a conquistar o título ao superar o São Paulo na final.
O panorama muda significativamente na elite do futebol feminino. Na primeira fase do Brasileirão A1 deste ano, São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Ferroviária ocuparam as primeiras posições. O Flamengo, em quinto lugar, foi o único clube carioca a avançar às fases seguintes, evidenciando a distância entre o sucesso na base e o desempenho no profissional.




