A "Bienal Internacional de Artes e Ofícios" decorreu nos dias 4 e 5 de setembro de 2026 no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, em paralelo ao Festival Sabores de Perdição. Esta foi a primeira edição de um evento que procurou articular património, numeracia, economia criativa e cooperação internacional, reunindo participantes de Portugal, Brasil e Cabo Verde. A organização coube à Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco, liderada por Sónia Abreu, que fez uma avaliação muito positiva da iniciativa e do público presente.
O segundo dia foi dedicado à partilha de práticas entre Cidades Criativas da UNESCO, com sessões que contaram com representantes de municípios portugueses como Castelo Branco, Barcelos, Caldas da Rainha, Amarante, Leiria, Braga, Covilhã, Idanha-a-Nova e Matosinhos, abrangendo categorias que incluem Artesanato, Música, Artes Digitais, Design e Gastronomia. A tarde incluiu uma mesa-redonda sobre empreendedorismo e internacionalização das indústrias criativas, moderada por Eduardo Barroso, ponto focal de João Pessoa, no Brasil, e com intervenções de representantes da CPLP, Cabo Verde e Paraíba.
O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, sublinhou que a integração na rede da UNESCO cria escala, oportunidades e valor para o bordado e o artesanato local, abrindo portas a novos mercados. Vários intervenientes destacaram a importância de envolver novas gerações no artesanato, de garantir sustentabilidade económica aos artesãos e de utilizar a língua portuguesa como instrumento de cooperação entre territórios. A certificação das produções tradicionais esteve também em debate, com Teresa Costa da A. CERTIFICA a sublinhar que o Bordado de Castelo Branco é reconhecido nacional e internacionalmente.
A Bienal incluiu ainda a Inauguração da exposição "O Mundo Bordado à Mão", com peças de Portugal, Brasil e Cabo Verde, e terminou com uma visita guiada ao Centro de Interpretação do Bordado. Castelo Branco foi integrado oficialmente na Rede de Cidades Criativas da UNESCO em 2023, na categoria de "Artesanato e Artes Populares", com o Bordado de Castelo Branco a assumir um papel central na candidatura e na estratégia cultural do município.




