O Banco Central Europeu vai aumentar as taxas de juros em 25 pontos base na quinta-feira, dia 10 de setembro, com a taxa de facilidade de depósitos atingindo os 2,50%. Analistas preveem que este aperto não será o último, com pesquisas indicando novo aumento em dezembro. A decisão afetará diretamente os portugueses, impactando as mensalidades de crédito habitacional e outros empréstimos. Christine Lagarde será o foco das atenções para entender quais pistas ela dará sobre futuras decisões.
Portugal celebrou no início da semana a elevação do rating pela Fitch de 'A' para 'A+', a quarta melhoria em dois anos, que o ministro das Finanças Joaquim Miranda Sarmento classificou como "mais uma grande vitória de Portugal". A agência americana elogiou o fortalecimento das finanças públicas e a trajetória projetada de redução da dívida. Esta boa notícia surge num momento de elevada volatilidade nos mercados de dívida, com o IGCP realizando na quarta-feira uma tripla emissão de Títulos do Tesouro para emitir entre 1.500 e 1.750 milhões de euros.
No cenário político interno, o Chega apresenta na terça-feira no Parlamento a primeira moção de censura ao segundo Governo de Luís Montenegro. A moção visa responsabilizar o primeiro-ministro pela manutenção do ministro da Administração Interna, Luís Neves, envolvido em controvérsias após um verão atribulado. André Ventura acusou Luís Neves de não estar preparado para o cargo e ameaçou avançar para uma comissão parlamentar de inquérito caso a moção seja rejeitada, o que é esperado dado que o PS já indicou que votará contra.
No cenário empresarial, a Apple revela na quarta-feira a nova série de iPhones, num evento que marca a estreia de John Ternus como CEO da empresa, cargo que assumiu em 1 de setembro. Espera-se que a Apple revele seu primeiro iPhone dobrável, dispositivo que poderá impulsionar os preços de venda e as margens da empresa num mercado onde a Samsung domina atualmente o segmento de smartphones dobráveis.




