Os golpes por meio de aplicativos de mensagens como o WhatsApp continuam crescendo, explorando a urgência, a confiança e a distração das vítimas. O Centro Nacional de Cibersegurança alerta especificamente para o esquema conhecido como "Olá, pai... Olá, mãe", em que o golpista se passa por um familiar, afirma estar usando um novo número e pede dinheiro para resolver uma suposta emergência. As autoridades europeias de supervisão financeira alertaram em fevereiro de 2026 que o uso de novas tecnologias, incluindo inteligência artificial, está tornando algumas fraudes cada vez mais difíceis de identificar.
Entre os principais sinais de alerta estão a pressão para agir rapidamente, pedidos de dinheiro através de números novos e solicitações de dados sensíveis. O Banco de Portugal recomenda que nunca sejam fornecidos através de mensagens ou chamadas senhas, dados de acesso ao internet banking, códigos confidenciais ou IBAN, salientando que nenhuma instituição bancária solicita estes dados por telefone, e-mail ou SMS. Deve também evitar-se clicar em links de remetentes desconhecidos e inserir informação pessoal em páginas cuja autenticidade não esteja confirmada.
A GNR alerta ainda para outros esquemas, incluindo compras e vendas online fraudulentas, pagamentos eletrônicos, falsas oportunidades de investimento e páginas que imitam empresas legítimas para obter dinheiro ou dados pessoais. Entre os cuidados recomendados estão não compartilhar dados pessoais ou bancários com desconhecidos, não tomar decisões financeiras sob pressão e utilizar apenas métodos de pagamento que se conhece.
Se foi vítima de um golpe, deve contatar imediatamente a instituição bancária e registrar a ocorrência às autoridades. A GNR, PSP, Polícia Judiciária ou Ministério Público podem receber queixas presenciais, existindo também o Sistema Queixa Eletrônica do Ministério da Administração Interna para queixas online. É aconselhável guardar todas as mensagens, números de telefone, links e capturas de tela que possam ajudar na investigação.




