O secretaryário-executivo do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, recusou-se a revelar qual será a decisão do partido na moção de censura apresentada pelo Chega, mas reafirmou que o PS garantirá a estabilidade política do país. As suas declarações foram feitas aos jornalistas à margem de uma visita à Feira de São Mateus, em Viseu, que terminava aquela que foi a sua 634.ª edição.
José Luís Carneiro acusou os partidos que apresentaram a moção de censura de quererem provocar uma crise política, salientando que o PS foi responsável por evitar uma crise semelhante em 2025, quando evitou que o país fossem a eleições durante o período das eleições presidenciais e da resposta às tempestades. O líder socialista vincou que "não é pelo PS que haverá crise política" nem que o país será "lançado no caos político numa altura tão especial da vida mundial".
O secretaryário-executivo disse estar ainda a ouvir os camaradas do partido, do secretariado, da comissão política nacional e os membros da comissão política, referindo que só tomará uma decisão definitiva até terça-feira.
Relativamente ao líder do Chega, José Luís Carneiro criticou-o por saber "como ocupar o espaço midiático" através de ataques às instituições e ao prestígio da democracia, afirmando que o PS procura "salvaguardar as instituições, modernizar, melhorar e responder às necessidades das pessoas". O socialista apontou também falhas graves na saúde, na educação, na falta de professores e no custo de vida, acusando esses problemas de serem evitados no debate público devido ao que caracterizou como "populismos e manobras de distração".




