A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução, apresentada pelo Togo e apoiada pela União Africana, que promove uma representação cartográfica mais precisa da dimensão real de África, incentivando a substituição da projeção de Mercator, do século XVI, pela projeção Equal Earth, que mostra os continentes em tamanhos proporcionais. A resolução "Corrigir o Mapa" foi aprovada com 164 votos a favor, um contra (Estados Unidos) e seis abstenções, com Washington a considerar a iniciativa um "projeto ideológico radical" e uma distração dos problemas reais da organização. Os defensores argumentam que a distorção de Mercator, que faz África parecer do tamanho da Gronelândia quando na realidade é 14 vezes maior, tem contribuído para uma perceção global desequilibrada e minimizado simbolicamente o continente. A União Africana celebrou a votação como "um passo histórico" para uma representação cartográfica "precisa e equitativa", embora a aplicação da resolução dependa da vontade política dos Estados-membros, já que as resoluções da Assembleia-Geral não têm força obrigatória.
Jornal Económico06/09/26, 17:09