O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, considerou que a moção de censura do Chega é completamente deslocada da realidade, acusando André Ventura de querer estar constantemente nas televisões. Esta posição foi justificada com a subida do rating de Portugal de A para A+ pela agência Fitch, algo que não acontecia há cerca de 25 anos. Hugo Soares lembrou que os salários estão aumentando, os impostos caindo, o emprego está em níveis máximos históricos e o desemprego em mínimos históricos.
A moção de censura do Chega ao Governo de PSD/CDS-PP vai ser discutida no parlamento na terça-feira e já tem rejeição garantida, uma vez que precisaria de 116 votos a favor para ser aprovada e fazer cair o executivo. Esta é a primeira moção de censura ao XXV Governo Constitucional e a terceira a executivos PSD/CDS-PP liderados por Luís Montenegro. O documento visa responsabilizar o primeiro-ministro pela manutenção em funções do ministro da Administração Interna, Luís Neves, devido às polêmicas que envolvem o seu nome enquanto foi diretor da Polícia Judiciária.
André Ventura respondeu de forma dura, afirmando que o esperável chumbo da moção resulta de uma espécie de esquizofrenia de coragem na política portuguesa. O presidente do Chega defendeu que os outros partidos não tiveram coragem de agir e que a questão tem a ver com decência. Ventura salientou também que em Portugal não existe nenhum instrumento para destituir ministros através do parlamento, ao contrário da Espanha que tem moções de censura setoriais.
O líder do Chega questionou ainda o que é diferente entre o caso do ministro Luís Neves e o da empresa imobiliária Spinumviva ligada à família do primeiro-minister, que também motivou moções de censura e levou à queda do Governo em março de 2025, quando a moção de confiança foi reprovada e o executivo acabou por ser posteriormente reeleito.




