Na década de 1950, militares norte-americanos realizavam testes secretos de dispersão de agentes que simulavam armas biológicas em cidades habitadas dos Estados Unidos, sem nunca informar as populações locais sobre o que estava acontecendo. As experiências incluíam a libertação de microrganismos que na época eram considerados inofensivos.
Os testes tiveram início no contexto da Guerra Fria, que começou pouco depois da Segunda Guerra Mundial, quando surgiram receios de que espiões de países inimigos dos EUA pudessem utilizar armas biológicas contra cidades norte-americanas. A ameaça de um ataque deste tipo levou as autoridades militares a quererem compreender melhor os potenciais efeitos.
Em 1949, foi criada uma divisão de operações especiais em Camp Detrick, responsável por conduzir esse trabalho. Esta divisão tinha como objetivo testar e avaliar a devastação que um eventual incidente com armas biológicas poderia causar no território norte-americano.
Os testes consistiam na exposição de áreas específicas a diferentes tipos de bactérias e produtos químicos, de forma a simular as condições de um ataque real e a recolher dados sobre a propagação dos agentes no ambiente urbano.



