Eugénio Fonseca, ex-presidente da Cáritas Portuguesa, faleceu em 12 de agosto e vai ser evocado neste domingo num programa televisionado pelo «70×7» na RTP2. A emissão, centrada no lema "Um homem que não passou ao lado", vai reunir testemunhos sobre a sua dedicação à causa dos mais frágeis, incluindo uma entrevista concedida pelo próprio à Agência ECCLESIA poucos dias antes da sua morte repentina.
O bispo de Setúbal, cardeal Américo Aguiar, que presidiu às exéquias na catedral sadina, descreveu Eugénio Fonseca como o homem justo do Evangelho que "não consegue ficar indiferente à vida dos seus irmãos". A atual presidente da Cáritas Portuguesa, Rita Valadas, evocou o perfil de um "homem de propósitos fortes", salientando a sua capacidade para identificar os novos contornos da pobreza em cada contexto temporal.
Entre as figuras que marcaram presença na despedida, destacam-se Ana Mendes Godinho, ex-ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que elogiou o "amor como forma de fazer política" de Eugénio Fonseca, e o pesquisador social Manuel Carvalho da Silva, ex-secretário-geral da CGTP, que destacou as suas "convicções profundas" na promoção da dignidade humana, lamentando que os portugueses continuem "muito tolerantes perante a pobreza".
O programa recupera ainda memórias do padre José Lobato, que acompanhou o despertar solidário de Eugénio Fonseca quando este tinha apenas 12 anos de idade. O presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal, Paulo Valente da Cruz, assumiu o percurso do antigo dirigente como um "farol" para a ação social, relatando o acompanhamento constante e os alertas telefónicos que recebia sobre as situações de carência




