O inquérito das fake news, investigação aberta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar ataques e ameaças à Corte, completou sete anos em março e voltou a gerar controvérsia após o ministro Alexandre de Moraes requisitar relatórios da Polícia Federal que citavam integrantes da própria Corte. A medida reacendeu debates sobre um possível encerramento da investigação, alvo de críticas há anos.
O procedimento foi instaurado em março de 2019 sem provocação do Ministério Público pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, com o objetivo de investigar ataques ao tribunal. Toffoli entregou a relatoria do caso a Alexandre de Moraes, que passou a conduzir as diligências.
Entre os alvos da investigação ao longo dos anos estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, o empresário Luciano Hang e até mesmo o pequeno partido PCO. A linha do tempo do inquérito revela os principais momentos e pessoas alcançadas pelas apurações.
Em abril de 2019, uma das primeiras decisões polêmicas ocorreu quando Moraes determinou a retirada do ar de inúmer as reportagens da Crusoé e do site O Antagonista que mencionavam Toffoli em contexto envolvendo a empreiteira Odebretch, sob a justificativa de proteção da investigação.



