A Assembleia Geral da ONU aprovou na sexta-feira uma resolução para incentivar a substituição do tradicional mapa-múndi de Mercator por outra representação que indique de forma mais precisa o tamanho da África e de outras regiões. A votação foi praticamente unânime, com 164 votos a favor, seis abstenções e apenas um voto contrário, vindo dos Estados Unidos.
A resolução se soma a uma série de iniciativas recentes da organização sobre o legado da escravidão, do colonialismo e da discriminação racial. Apenas nos últimos dois anos, a ONU passou a dedicar espaço crescente de discussões sobre reparações e reconhecimentos de injustiças históricas.
Embora as resoluções da ONU não tenham cumprimento obrigatório, uma vez aprovadas, elas podem ter influência significativa nas discussões internacionais e nas políticas adotadas por seus países membros. O mapa de Mercator, criado no século XVI, é conhecido por distorcer o tamanho real dos continentes, especialmente a África, que aparece menor do que realmente é em relação a outras regiões do mundo.




