Cegid Portugal: "Temos a missão de levar a IA à gestão cotidiana das empresas"Foto de caixaescuraa ‎ no Pexels
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Cegid Portugal: "Temos a missão de levar a IA à gestão cotidiana das empresas"

Jornal Económico4 de setembro de 2026 às 18:35

A Cegid Portugal, empresa resultante da fusão do grupo Primavera e da PHC Software em 2025, alcançou um volume de negócios de 85 milhões de euros em 2024, com o faturamento dos seus clientes equivalendo à metade do PIB nacional. A empresa, que é signatária do Pacto da UE para a IA e registra um crescimento de 128% na adoção de inteligência artificial, tem como missão levar a IA à gestão cotidiana das empresas, com o objetivo de crescer 10% em 2026. Atualmente, 75% dos seus clientes já trabalham no modelo cloud 'Evolution', e a fundação do framework de IA Cegid Pulse foi construída em Portugal. Com 50 mil contratos, 300 mil usuários e dois milhões de salários processados mensalmente, a empresa opera em Portugal e África com 700 trabalhadores e uma rede de mais de 500 parceiros, sendo Portugal um mercado "absolutamente estratégico" para o grupo europeu, que faturou mais de mil milhões de euros globalmente em 2025.

Resulta da combinação do trabalho e das equipas de duas tecnológicas especializadas em soluções de gestão empresarial – primeiro, o grupo Primavera, depois, a PHC, em 2025 – e, no ano passado, registou um volume de negócios de 85 milhões de euros. Colocando os números em perspetiva, a faturação dos clientes da Cegid em Portugal equivale a metade do PIB nacional.

O objetivo é crescer 10% em 2026, num ano de impulso para a adoção de inteligência artificial (IA) nas organizações; entre os clientes da Cegid, uma das signatárias originais do Pacto da União Europeia (UE) para a IA, a adoção de IA cresceu 128% nos últimos seis meses. “Temos a missão de levar a IA à gestão quotidiana das empresas”, diz ao JE Paulo Carvalho, general manager da Cegid em Portugal e África, assumindo esta como uma área prioritária de “investimento e de aposta”.

Assumiu funções há precisamente um ano, em plena integração da PHC Business Software, e lidera as operações do grupo Cegid em Portugal e em África, mais precisamente Angola, Moçambique e Cabo Verde, que pela primeira vez apresentam os resultados isoladamente, uma equipa de 700 trabalhadores em vários escritórios e uma rede de mais de 500 parceiros em Portugal.

É no “triângulo” formado pelos polos de Lisboa (Oeiras), Braga e Porto que a Cegid Portugal desenvolve a inovação que entrega aos clientes, que hoje assenta num modelo de negócio cloud e subscrição, que permite “entregar muito mais valor” explica.

Hoje, 75% dos clientes da Cegid trabalham neste modelo, denominado ‘Evolution’. “E certamente até ao final do próximo ano vamos ter todos os clientes a trabalhar nesta oferta, quer em Primavera, quer em PHC”. E o Cegid Pulse. “Hoje em dia, grande parte da fundação de tudo o que é o nosso framework de IA, que é o Cegid Pulse, foi construído em Portugal”, acrescenta.

A Cegid, que tem hoje um modelo de negócio, operações, escritórios e equipas “completamente integrados”, conta com 50 mil contratos, com várias entidades públicas a fazerem parte do portefólio de clientes. O número sobe para 90 mil se forem considerados os produtos direcionados para microempresas e contabilistas. E ainda nos números, a empresa tem 300 mil utilizadores e dois milhões de salários processados mensalmente nas suas plataformas.

Para Paulo Carvalho, entre as suas prioridades está fazer chegar a IA ao “maior número de empresas possível, sobretudo PME, ajudando-as a ser mais produtivas e competitivas”. E, ainda, tornar a Cegid numa empresa que “atrai e retém talento” em Portugal.

Nos últimos quatro anos, o grupo tecnológico europeu, que faturou em 2025 mais de mil milhões de euros globalmente, fez mais de 30 aquisições. “A matriz do grupo é essa”, afirmou Paulo Carvalho, questionado sobre eventuais novas aquisições no país.

“Muito desse crescimento veio de forma inorgânica… Portugal é um mercado absolutamente estratégico para Cegid, portanto estamos sempre atentos ao mercado e àquilo que pode acrescentar valor”, afirmou o general manager da Cegid Portugal.

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