A cidade de Lagos, no Algarve, foi elevada a cidade em 1573 por El-Rei D. Sebastião e teve uma extrema importância nos descobrimentos marítimos portugueses no século XV, devido à sua localização estratégica entre o mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico. Nos séculos seguintes, a atividade pesqueira tornou-se predominante entre a população, até que nos anos 60 do século XX o turismo começou a crescer e transformou a cidade numa das mais turísticas do Algarve e do país.
O autor, Miguel Xavier Sequeira, propõe várias alterações para melhorar a cidade. A principal sugestão é fechar a Avenida dos Descobrimentos ao trânsito, tornando-a num local icônico com espaços para pedestres, bicicletas, um jardim e monumentos alusivos aos descobrimentos. O autor alerta que já ocorreram vários atropelamentos graves naquele local devido à grande circulação de trânsito e pedestres.
São sugeridas ainda outras melhorias, como a extensão do passadiço da Meia Praia até à zona da barra para benefício da saúde e bem-estar da população, a mudança da localização do edifício dos Bombeiros para evitar que as ambulâncias circulem pela perigosa Avenida dos Descobrimentos, e a construção de um estacionamento na praia do Porto de Mós e de um retorno (rotatória) num cruzamento considerado extremamente perigoso.
Relativamente à habitação e aos moradores, o autor defende que o estacionamento deveria ser gratuito para os habitantes locais, o Imposto Predial Territorial Urbano deveria ser substancialmente reduzido, e deveriam ser construídas casas a preços acessíveis para a classe média local, através de parcerias entre a Prefeitura e construtoras. O autor conclui que é necessária uma reflexão profunda para tornar Lagos mais atrativa para turistas e mais segura e organizada para os moradores.




