O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, classificou esta sexta-feira a moção de censura apresentada pelo Chega ao Governo como "uma coreografia sem consequências", em conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros. O governante afirmou que a moção "não se destina a obter esclarecimentos" e que, pelo desfecho previsível, não terá consequências.
A moção de censura do Chega tem como base a manutenção do ministro da Administração Interna, Luís Neves, no Executivo, que está no centro de sucessivas notícias que têm envolvido o governante. Quando questionado sobre o conforto do Governo relativamente a esta situação, Leitão Amaro respondeu que o tema "não foi discutido no Conselho de Ministros" e que o primeiro-minstro já se pronunciou sobre o assunto recentemente.
O ministro assegurou que o Executivo PSD/CDS-PP não se deixará distrair com esta moção e manterá o foco "nas soluções dos problemas dos portugueses". "Coreografias políticas que são apenas isso ficam com quem as propõe. Nós não nos distraímos, estamos focados no nosso objetivo", afirmou.
Questionado sobre eventual impacto na negociação de diplomas, como o Orçamento do Estado, Leitão Amaro reiterou que o Executivo "não tem parceiros preferenciais" nas negociações. A moção de censura será discutida e votada no Parlamento no dia 8 de setembro.




