Governo classifica moção de censura do Chega como "coreografia sem consequências"Foto de Franco Monsalvo no Pexels
Política
Инвестиции

Governo classifica moção de censura do Chega como "coreografia sem consequências"

Eco4 de setembro de 2026 às 15:59

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, classificou esta sexta-feira a moção de censura apresentada pelo Chega ao Governo como "uma coreografia sem consequências", em conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros. O governante afirmou que a moção "não se destina a obter esclarecimentos" e que, pelo desfecho previsível, não terá consequências.

A moção de censura do Chega tem como base a manutenção do ministro da Administração Interna, Luís Neves, no Executivo, que está no centro de sucessivas notícias que têm envolvido o governante. Quando questionado sobre o conforto do Governo relativamente a esta situação, Leitão Amaro respondeu que o tema "não foi discutido no Conselho de Ministros" e que o primeiro-minstro já se pronunciou sobre o assunto recentemente.

O ministro assegurou que o Executivo PSD/CDS-PP não se deixará distrair com esta moção e manterá o foco "nas soluções dos problemas dos portugueses". "Coreografias políticas que são apenas isso ficam com quem as propõe. Nós não nos distraímos, estamos focados no nosso objetivo", afirmou.

Questionado sobre eventual impacto na negociação de diplomas, como o Orçamento do Estado, Leitão Amaro reiterou que o Executivo "não tem parceiros preferenciais" nas negociações. A moção de censura será discutida e votada no Parlamento no dia 8 de setembro.

Notícias relacionadas

Política

Alemanha: percentagens altas da AfD trazem "o Leste" de novo para a ribalta

A ascensão de resultados eleitorais elevados da AfD nos estados do antigo Leste alemão (ex-RDA) traz novamente a questão das desigualdades regionais para o centro do debate político na Alemanha. O sociólogo Steffen Mau critica quem trata o Leste como "um filho ingrato" e apela à "retirada da mesada", enquanto o cientista político Nicolas Spohn explica ao PÚBLICO as raízes da frustração económica e social nos estados orientais, que continuam a registar salários mais baixos, maior desemprego e menor investimento público em comparação com o oeste do país.

Público05/09/26, 07:00
Política

AfD a governar um estado federado? O cenário improvável, mas possível, que assombra a Alemanha

O cientista político Nicolas Spohn alertou, em entrevista ao PÚBLICO, que um governo liderado pela Alternativa para Alemanha (AfD) num estado federado alemão, embora improvável, é possível e não deve ser descartado. Spohn caucionou contra o sobrestimar das consequências políticas imediatas de tal cenário, embora tenha reconhecido o enorme peso simbólico para a Alemanha e para a política europeia.

Público05/09/26, 07:00
Política

Extrema-direita na Alemanha: será esta uma vitória de Putin?

Bruno Cardoso Reis analisa a recente subida da extrema-direita na Alemanha, questionando se esta constitui uma vitória para Putin, e examina as alegadas sabotagens russas no contexto europeu. O artigo aborda ainda o recuo da Islândia em retomar negociações com a União Europeia em Bruxelas, bem como o acordo petrolífero alcançado entre os Estados Unidos e a Venezuela, num panorama que cruza geopolítica, extremismo político e relações internacionais.

Observador05/09/26, 06:04
Política

Se o Presidente da República não fala, alguém fala por ele?

O artigo aborda a dinâmica política em torno do silêncio do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre questões específicas como Luís Neves, e como essa ausência de declarações abre espaço para diversas interpretações. Adalberto Campos Fernandes, convidado do programa, explica porque não faz sentido ser visto como porta-voz do Presidente, contribuindo para o debate sobre quem fala em nome do Chefe de Estado quando este opta pelo silêncio.

Observador05/09/26, 06:02