Um novo apoio do governo será anunciado em breve para estes portugueses: veja se você pode estar inclusoFoto de Nascimento Jr. no Pexels
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Um novo apoio do governo será anunciado em breve para estes portugueses: veja se você pode estar incluso

Postal do Algarve4 de setembro de 2026 às 15:30

O governo português prepara uma nova medida de apoio direto aos viticultores da Região Demarcada do Douro que não conseguiram vender toda a produção de uvas. O anúncio estava previsto para o dia 4 de setembro, data em que se reuniria o Conselho de Ministros, com a apresentação a cargo do primeiro ministro, Luís Montenegro. O ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, adiantou que a medida visa "diminuir aquilo que já é um prejuízo para o produtor", embora não tenham sido revelados os valores nem as condições de acesso.

A intervenção surge num contexto de dificuldades para os cerca de 18 mil viticultores durienses, que enfrentam problemas no escoamento das uvas e preços que, em muitos casos, não cobrem os custos de produção. Muitos produtores têm dificuldades em vender as uvas que ficam além do chamado "benefício", ou seja, da quantidade autorizada para produção de Vinho do Porto. O destino desta produção excedentária se tornou um dos principais problemas da atual vindima.

Ainda não estão definidos vários aspectos cruciais do apoio, incluindo se será atribuído a todos os viticultores com produção por vender, se terá limites por exploração ou se dará prioridade aos pequenos produtores. Também não foi revelado se será necessário comprovar a falta de comprador ou a quantidade de uvas que ficou por escoar.

Paralelamente, está sendo negociada com o Ministério da Fazenda uma linha de crédito de 100 milhões de euros para empresas e cooperativas do setor, destinada a disponibilizar liquidez para o pagamento aos produtores pelas uvas adquiridas. Esta medida, por se encontrar ainda em negociação, não deverá ser aprovada no mesmo Conselho de Ministros. O ministro adiantou que o acesso ficará limitado às cooperativas que não tenham importado vinho nos últimos três anos, mas ainda não são conhecidas as taxas de juros, os prazos de reembolso ou os limites por beneficiário.

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