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Comissão de Trabalhadores da Seat vê emprego garantido até 2030

Eco4 de setembro de 2026 às 14:26

A Comissão de Trabalhadores da Seat considerou que o emprego está "garantido até o ano de 2030" e se mostra "mais tranquila quanto ao futuro da empresa", que emprega mais de 13.000 trabalhadores. A mensagem foi transmitida à agência de notícias EFE pelo presidente da Comissão de Trabalhadores, Matías Carnero (UGT), que participou da reunião do Conselho de Supervisão de quinta-feira, em que foi aprovado o plano de reestruturação concebido pela direção da Volkswagen para transformar o grupo e melhorar a eficiência e competitividade.

Depois de meios de comunicação alemães terem noticiado que a Volkswagen tencionava eliminar a marca Seat, o mais tardar, no final de 2029, a marca esclareceu que não foi tomada qualquer decisão e que o conselho de supervisão não fez referência à Seat entre os acordos adotados. Carnero explicou que, nessa reunião, exigiu "um plano para a Seat" e que a direção da Volkswagen aposta tanto na Cupra como na Seat, salientando que a marca Seat e a empresa Seat SA são coisas distintas.

Num comunicado divulgado na sexta-feira, a Seat e o Grupo Volkswagen afirmaram que a empresa Seat S.A. tem um "futuro sólido" no seio do consórcio alemão, mas não excluíram a possibilidade de prescindir da marca Seat, embora insistam que a decisão ainda não foi tomada. A empresa sublinhou que, "no contexto atual, com uma regulamentação cada vez mais exigente, o custo da eletrificação e o investimento necessário para desenvolver uma nova geração de modelos elétricos tornam cada vez mais complexa a análise sobre a continuidade do investimento na marca Seat".

Na reunião de quinta-feira, o Conselho de Supervisão da Volkswagen aprovou, por unanimidade, um plano de reestruturação que prevê a eliminação de aproximadamente 50.000 postos de trabalho em todo o mundo até o final da década, o dobro do previsto num plano anterior. Um corte total de 100.000 postos de trabalho representaria aproximadamente 15% da força de trabalho do grupo. Carnero lembrou que a Seat já cortou pessoal nos últimos anos e insiste na necessidade de uma plataforma elétrica para a fábrica de Martorell, em Espanha, a fim de garantir a carga de trabalho a médio prazo.

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