A Linha da Beira Baixa vai reabrir na totalidade no próximo dia 20 de setembro, anunciou a Infraestruturas de Portugal. O trecho entre as estações de Mouriscas-A e Vila Velha de Ródão estava encerrado desde 11 de fevereiro, em consequência da tempestade "Kristin", que provocou deslizamentos de terras num talude de aterro entre os quilômetros 39,150 e 39,270. Com a reabertura, voltam a circular trens de mercadorias e de passageiros, operados pela CP, em toda a extensão da linha.
A recuperação da infraestrutura representou um investimento global de 3,4 milhões de euros. As obras incluíram a estabilização dos taludes com cerca de 5.500 metros cúbicos de enrocamento, a construção de duas estruturas em concreto armado fundadas em estacas tipo microestacas para reforço da plataforma ferroviária, a reabilitação do sistema de drenagem e a reposição integral da via férrea, das telecomunicações e dos sistemas de aterramento. A IP destaca que a intervenção ocorreu em condições particularmente exigentes, devido ao acesso limitado ao local, à instabilidade da plataforma e às elevadas temperaturas registradas durante a execução.
Paulo Carmona, presidente da Infraestruturas de Portugal, afirmou que a reabertura representa "muito mais do que a conclusão de uma obra", tratando-se do retorno de "uma ligação ferroviária essencial para as populações". Pedro Moreira, presidente da CP, destacou que a reposição permite voltar a assegurar um serviço essencial para a mobilidade das populações e a ligação entre territórios, reforçando o compromisso da empresa em proporcionar deslocações acessíveis e sustentáveis.
Inicialmente previsto para setembro, o prazo de reabertura foi depois revisado para o final do ano pelo antigo presidente da IP, Miguel Cruz, que mencionava a complexidade da localização junto ao rio. Nos últimos meses, a CP assegurou a transferência rodoviária em alguns trechos, com supressão de alguns trens regionais e Intercidades, que estarão agora de volta com a reabertura total da linha.




