Portugal tem de definir de forma "clara e antecipada" condições para atrair centros de dados, alerta CEO da EDPFoto de Franco Monsalvo no Pexels
Negócios
Инвестиции

Portugal tem de definir de forma "clara e antecipada" condições para atrair centros de dados, alerta CEO da EDP

Eco4 de setembro de 2026 às 12:51

O CEO da EDP, Miguel Stilwell d'Andrade, alertou que Portugal e Espanha precisam de definir de forma "clara e antecipada" as condições ambientais, laborais e financeiras para acolher centros de dados, caso contrário o investimento poderá seguir para outros países concorrentes. O gestor reagiu a um artigo do Wall Street Journal sobre a disputa em torno dos centros de dados nos Estados Unidos, salientando que a Europa está muito atrás dos EUA e da China em termos de capacidade de centros de dados.

Stilwell d'Andrade sublinhou que sem capacidade computacional não há inteligência artificial, infraestrutura na nuvem nem muitos dos serviços digitais que sustentam a economia do futuro, e alertou para o risco de a Europa repetir a vulnerabilidade estratégica criada pela dependência de importação de energia. O CEO da EDP considerou que Portugal e a Península Ibérica possuem vantagens competitivas significativas, incluindo elevada penetração de energia renovável barata, conectividade internacional de fibra ótica e terrenos disponíveis.

No entanto, o gestor vincou que isso não significa aceitar todos os projetos ou baixar as ambições do país, existindo margem para garantir que os centros de dados criem mais valor através de emprego qualificado, receitas fiscais, oportunidades para empresas locais e investimento em infraestruturas. O debate, segundo Stilwell d'Andrade, não deve ser "centros de dados: sim ou não?", mas sim sobre que normas os projetos devem cumprir e que contribuições devem trazer.

Notícias relacionadas

Negócios

IGAS realizou duas inspeções na Ovom Care e identificou inconformidades

A Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) realizou duas inspeções na Ovom Care, uma clínica de fertilidade que abriu falência recentemente, tendo identificado inconformidades durante essas ações de fiscalização. O relatório da IGAS identificou falhas nos procedimentos e práticas da clínica, que agora enfrenta um processo de falência, deixando muitos pacientes sem os tratamentos iniciados.

RTP Notícias04/09/26, 13:50
Volkswagen: Plano de corte de 100 mil empregos não belisca Autoeuropa, mas há fábricas na Alemanha a fechar e chineses estão ‘à espreita’
Negócios

Volkswagen: Plano de corte de 100 mil empregos não belisca Autoeuropa, mas há fábricas na Alemanha a fechar e chineses estão 'à espreita'

A Volkswagen revelou um plano de corte de 100 mil empregos a nível global, que não afeta a Autoeuropa em Portugal, mas que inclui o encerramento de fábricas na Alemanha pela primeira vez na história do grupo. Estas unidades fabris estão a despertar o interesse de marcas automóveis chinesas que procuram expandir-se na Europa, podendo também ser reconvertidas para a indústria da defesa. O plano faz parte de uma reestruturação profunda do grupo alemão face à queda nas vendas, à competição intensa dos fabricantes chineses e à transição para veículos elétricos.

Expresso04/09/26, 13:44
Crédito à habitação: novas regras (mais apertadas) ainda não travaram a procura
Negócios

Crédito à habitação: novas regras (mais apertadas) ainda não travaram a procura

Os novos contratos de empréstimos para habitação em Portugal aumentaram 166 milhões de euros em julho, totalizando 2.345 milhões de euros, o valor mais elevado da série histórica. Apesar da implementação de novas regras mais apertadas para o crédito à habitação, a procura não foi travada, continuando a mostrar sinais de vigor no mercado imobiliário português.

SIC Notícias04/09/26, 13:43
Crise na Volkswagen: grupo alemão aprova corte de 100 mil postos de trabalho e encerramento de quatro fábricas
Negócios

Crise na Volkswagen: grupo alemão aprova corte de 100 mil postos de trabalho e encerramento de quatro fábricas

A Volkswagen aprovou um plano de reestruturação que inclui o corte de 100 mil postos de trabalho em nível mundial e o encerramento de quatro fábricas, como resposta à grave crise que afeta a indústria automobilística, com vendas e lucros em forte queda. Em Portugal, a fábrica da Autoeuropa em Palmela não deve ser afetada por essa onda de demissões, escapando assim ao impacto direto do plano de cortes do grupo alemão.

SIC Notícias04/09/26, 13:41