Nanoflores magnéticas capturam e transformam nanoplásticos da águaFoto de wongpear no Pexels
Ciência

Nanoflores magnéticas capturam e transformam nanoplásticos da água

Euronews Portugal4 de setembro de 2026 às 09:04

Pesquisadores do Instituto de Ciência de Materiais de Madrid, pertencente ao Conselho Superior de Investigações Científicas (ICMM-CSIC), desenvolveram nanoflores magnéticas fabricadas com óxido de ferro. Essas estruturas nanométricas foram concebidas especificamente para interagir com nanoplásticos presentes em meios aquosos.

As nanoflores magnéticas demonstraram capacidade para capturar eficazmente nanoplásticos de PET (politereftalato de etileno), um dos tipos de plástico mais comuns no ambiente aquático. Após a captura, os pesquisadores conseguiram transformar esses materiais num novo tipo de material com propriedades úteis para o tratamento de água.

O processo desenvolvido permite converter os nanoplásticos capturados em materiais funcionais capazes de remover poluentes da água. Essa abordagem representa uma solução que combina a descontaminação de recursos hídricos com a valorização de resíduos plásticos.

Os pesquisadores salientam que essa tecnologia promove a economia circular, ao transformar um poluente ambiental num recurso útil. O trabalho constitui um avanço significativo no combate à contaminação por nanoplásticos, que representam um desafio crescente para o meio ambiente e a saúde pública.

Notícias relacionadas

Ciência

Manuscritos medievais em pele de animais revelam história antiga de vírus mortal em ovelhas

Investigadores descobriram vestígios de ADN de um vírus mortal que afetava ovelhas há milhares de anos, ao analisar manuscritos medievais fabricados com pele de animais. Através de técnicas avançadas de sequenciação genética, a equipa conseguiu identificar a presença de agentes patogénicos antigos preservados nas páginas destes documentos históricos, revelando uma janela sem precedentes para o estudo da evolução viral e das doenças que assolavam o gado na Idade Média.

Euronews Portugal05/09/26, 07:36
Ciência

Como a tecnologia está ajudando a arqueologia a revelar povos maiores e mais sofisticados na Amazônia

Estudos recentes utilizando a tecnologia LiDAR têm revelado que civilizações pré-colombianas na Amazônia eram muito mais populosas e sofisticadas do que se imaginava. Uma pesquisa publicada na revista Nature mostrou que os aquiry, antiga civilização no atual estado do Acre, podem ter alcançado três milhões de habitantes e construído 30 mil geoglifos há cerca de 2 mil anos. Nas últimas duas décadas, diferentes estudos têm revolucionado as estimativas populacionais da Amazônia, demonstrando que esses povos possuíam níveis avançados de agricultura e arquitetura que desafiam as concepções anteriores sobre a região.

oglobo05/09/26, 07:30
Ciência

Fadiga da fertilidade: porque tantos casais desistem dos tratamentos e como o descanso pode ajudar | Por Ana Luísa Alves

O artigo aborda a fadiga decorrente dos tratamentos de fertilidade, um esgotamento emocional, físico e psicológico que afeta muitos casais em processos de reprodução assistida. A peça destaca que entre 41% e 42% das mulheres em tratamento sofrem de ansiedade e depressão, e que os momentos mais difíceis são a punção folicular e a espera pelos resultados. Sublinha a importância do descanso estratégico como parte do tratamento, incluindo pausas intencionais e redução da sobrecarga laboral, argumentando que as férias podem ajudar a quebrar o ciclo de esperança e frustração, permitindo decisões mais claras e equilibradas.

Postal do Algarve05/09/26, 07:30
Será que os buracos negros fingem ter grandes massas?
Ciência

Estão os buracos negros a fingir ter grandes massas?

Uma nova análise do sinal de ondas gravitacionais GW231123, captado pelos detetores LIGO em novembro de 2023, sugere que uma lente gravitacional pode ter feito dois buracos negros parecerem muito mais massivos e mais rápidos do que realmente eram. Se a hipótese estiver correta, o sistema teria cerca de 140 massas solares, em vez das 230 estimadas inicialmente. A fusão destes buracos negros continua a intrigar os cientistas, uma vez que, com as suas grandes massas, a sua existência não pode ser explicada pelo conhecimento padrão sobre evolução estelar.

ZAP Notícias05/09/26, 07:20