O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) está sendo acusado de contratar novos agentes de deportação sem concluir etapas básicas de triagem, segundo uma denúncia de irregularidades apresentada por um funcionário aposentado que atuava na área de verificação de antecedentes da agência. O denunciante, cuja identidade foi omitida, trabalhou no ICE durante 17 anos e era chefe de unidade no Escritório de Responsabilidade Profissional.
Segundo a denúncia, a divisão de recursos humanos do ICE estaria fazendo ofertas definitivas de emprego antes da conclusão de etapas preliminares de verificação, incluindo coleta de impressões digitais, confirmação da identidade dos candidatos e análise de crédito. Em um memorando enviado ao Gabinete do Inspetor-Geral do Departamento de Segurança Interna em agosto de 2025, o funcionário classificou a mudança como uma redução sem precedentes nos padrões de segurança.
Atualmente, o ICE conta com cerca de 6.500 agentes de deportação e pretende ampliar esse quadro em mais 10 mil profissionais até o final do ano. A expansão ocorre no âmbito do esforço do governo Trump para intensificar as prisões e deportações de imigrantes, com um aporte de US$ 75 bilhões aprovado pelo Congresso e um bônus de assinatura de US$ 50 mil para os novos contratados.
Uma investigação da Associated Press identificou casos de recém-contratados que apresentavam problemas financeiros considerados sérios em seus históricos, haviam sido accusados de má conduta em empregos anteriores ou possuíam históricos profissionais irregulares. O ICE afirmou que o denunciante não trabalha mais para a agência.




