O artigo aborda o conflito entre o alojamento local e os direitos de personalidade, questionando onde termina a liberdade de propriedade e começa o direito ao sossego dos residentes permanentes. O tema central prende-se com a tensão entre a possibilidade de obter rendimento com imóveis e o impacto que essa atividade pode ter na qualidade de vida de quem vive durante todo o ano nesses imóveis.
Miguel Fortunato, advogado do escritório Manuel Rebanda & Associados, coloca a questão central do debate: onde acaba a liberdade de explorar financeiramente um imóvel e onde começa o direito ao sossego, ao descanso e à saúde dos vizinhos. Esta interrogação reflete a crescente litigiosidade nesta área jurídica.
O artigo sugere que existe um conflito legítimo entre dois direitos fundamentais, sem apresentar uma resolução clara. A questão permanece em aberto, evidenciando a complexidade de equilibrar os interesses económicos dos proprietários com o bem-estar dos residentes permanentes nas zonas afetadas pelo alojamento local.




