A Casa Branca lançou um videojuego online que retrata a deportação de imigrantes ilegais, disponível desde quinta-feira no site oficial da Presidência norte-americana. O jogo é inspirado no clássico "Snake", adotando gráficos antiquados, e o jogador deve orientar uma personagem que representa Tom Homan, o principal conselheiro de imigração do Presidente Donald Trump, para reunir e deportar pessoas que tenham atravessado o Rio Grande na fronteira com o México.
Foi também lançado outro jogo baseado nos princípios do "Tetris", chamado "Proteja a Fronteira da Horda que se Aproxima", que envolve a construção de um muro na fronteira com o México. A Casa Branca justifica que os jogos "destacam o contraste entre uma cultura 'divertida' e 'vencedora' e a visão socialista sombria dos democratas" para os Estados Unidos.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou ter detido um número "recorde" de quase 51 mil imigrantes undocumentedos em agosto, numa política de deportações maciças que é uma das principais bandeiras do Governo de Trump. A estratégia de comunicação da Casa Branca emprega abertamente o princípio do "trolling" nas redes sociais, que consiste em disseminar conteúdo provocatório para gerar indignação e tornar-se viral.
A responsável da ONG Frontera Federation, Amérika García Grewal, criticou duramente a iniciativa, afirmando que os criadores dos jogos "perderam de vista o que significa ser humano e preocupar-se com os outros". Segundo a ativista, sediada no Texas, "isto causa-me nojo. Brincaram com a vida das pessoas durante anos e agora estão a fazer um videojuego sobre as suas ações."




