Portugal conseguiu reduzir a sua dívida pública em mais de um terço nos últimos seis anos, o que representa um corte significativo na exposição do país a riscos financeiros. Este resultado é apresentado como um dos principais escudos que protegem a economia portuguesa dos efeitos do agravamento das taxas de juro.
Além da redução da dívida, o artigo destaca que apenas uma pequena parte da dívida pública portuguesa está sujeita aos aumentos das taxas de juro. Esta característica adicional funciona como uma proteção complementar para as finanças públicas do país.
O conjunto destes dois fatores - a diminuição substancial da dívida e a limitada exposição às flutuações das taxas de juro - permite mitigar o impacto negativo que o subida dos juros teria normalmente numa economia com maior dependência de financiamento externo.
Segundo o artigo, o problema fundamental de Portugal já não passa por convencer os mercados financeiros da disciplina orçamental do país. Esta questão, que foi central durante a crise da dívida soberana, terá sido ultrapassada, apontando para desafios diferentes na atual conjuntura económica.




