O PCP de Beja reivindicou a concretização da obra do IP8 entre Sines e Vila Verde de Ficalho com perfil de autoestrada sem pedágios, considerando-a uma aspiração antiga da população da região. A Direção da Organização Regional de Beja (DORBE) do PCP refere que, passados 19 anos do anúncio do concurso de concessão lançado pelo PS e seis anos da abertura do trecho de ligação à A26, apenas foram abertos dois pequenos trechos com quatro vias, relativos às variantes de Beringel e Figueira dos Cavaleiros.
O PCP reconhece que a abertura destas variantes representa um avanço para as populações e a região, mas afirma que não substitui o projeto do IP8 completo entre Sines e Vila Verde de Ficalho. A estrutura comunista considera que as intervenções de melhoria previstas nos trechos do IP8, que deviam ser uma obrigação permanente da Infraestruturas de Portugal, não podem ser consideradas como um verdadeiro itinerário principal.
Os comunistas acusam PSD/CDS e PS, que têm governado de forma alternada, de fazerem manobras de propaganda em torno desta questão e das variantes inauguradas. Segundo a DORBE, o caminho para a melhoria das acessibilidades deve ser outro e, ao ritmo atual, a concretização do IP8 está muito longe de acontecer.
A Infraestruturas de Portugal informou que foram abertos ao trânsito os trechos entre Ferreira do Alentejo e Beja, Santa Margarida do Sado e Ferreira do Alentejo, e Relvas Verdes e Roncão. A obra de requalificação entre Ferreira do Alentejo e Beja, que incluiu a variante em Beringel, envolveu um investimento de 33,6 milhões de euros, enquanto os trabalhos entre Santa Margarida do Sado e Ferreira do Alentejo, incluindo a variante em Figueira dos Cavaleiros, demandaram 30,5 milhões de euros.




