O sénador Carlos Portinho (PL), candidato à releição pelo Rio de Janeiro, concedeu entrevista ao GLOBO nesta semana, dentro da série que apresenta as ideias e propostas dos principais candidatos às duas vagas para o Senado Federal pelo estado. Na conversa, ele falou sobre sua aproximação com o bolsonarismo e sobre a defesa de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Portinho chegou ao Senado pelo PSD, onde era suplente do sénador Arolde de Oliveira, que morreu em 2020. Atualmente, ele se apresenta como bolsonarista e foi questionado sobre quem mudou mais nesse processo, se o partido ou ele próprio.
Segundo o próprio sénador, a mudança para o PL aconteceu porque ele enxergou mais espaço político no partido de Valdemar Costa Neto, que na época tinha apenas dois senadores. Ele afirmou que no PSD, que contava com 15 senadores, ele não tinha nenhum espaço. Portinho destacou que se preparou para estar no Senado, negando ter caído de paraquedas na política.
O sénador também esclareceu que quando migrou para o PL, o presidente Jair Bolsonaro ainda não estava filiado a esse partido. Ou seja, segundo Portinho, ele foi para o PL de Valdemar Costa Neto, e não diretamente para o PL de Jair Bolsonaro.




