A Polícia Federal investiga se o governo do Rio de Janeiro, durante a gestão de Cláudio Castro (PL), favoreceu a empresa Refit na concessão de licenças ambientais. O ex-secretário de Ambiente e Sustentabilidade Bernardo Rossi (União) é apontado como responsável por pressionar uma comissão estadual a aprovar uma nova licença para a refinaria, apesar dos riscos à saúde pública identificados.
Em mensagens obtidas pela investigação, Rossi orientou o ex-secretário do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) a "atropelar o Ibama", que tinha uma representante defendendo a não aprovação da licença. Quando a votação foi favorável à Refit, Rossi comemorou com aliados. O próprio Cláudio Castro enviou mensagem ao dono da Refit, atualmente foragido da Justiça, dizendo: "Aqui você tem um amigo. Saiba disso".
A Polícia Federal também apura que Castro teve uma degustação de caviar em hotel de luxo de São Paulo, paga por um ex-assessor de Brazão com ligação à Refit. Segundo a investigação, as trocas de mensagens demonstram "a instalação de uma organização criminosa no seio dos órgãos de proteção ambiental do Estado do Rio".




