Onze anos após o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), que causou 19 mortes, a Samarco e três engenheiros foram condenados criminalmente pelo desastre. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (3) e representa a primeira condenação criminal tanto desse caso quanto de Brumadinho, onde outra tragédia semelhante aconteceu. Até hoje, ninguém havia sido responsabilizado criminalmente por essas tragédias. A sentença também proíbe a Samarco de contratar com o poder público pelo prazo de 10 anos, além de impor uma multa de R$ 1 milhão, valores que devem ser revertidos ao Fundo Nacional do Meio Ambiente.
Os engenheiros condenados eram gerentes operacionais da mineradora. Daviély Silva e Germano Lopes receberam sentença de oito anos e nove meses de reclusão em regime fechado. Wagner Alves foi condenado a sete anos, três meses e 14 dias de reclusão, com cumprimento inicial em regime semiaberto. Todos ainda podem recorrer da decisão.
Os três juízes da Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) acompanharam o voto do relator, mantendo a condenação dos réus. A tragédia de Mariana é considerada um dos maiores desastres ambientais do Brasil, com impacto significativo também em estados como Espírito Santo e Rio de Janeiro.




