O Acordo Mercosul-União Europeia entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, funcionando numa espécie de "união de facto" que produz efeitos reais para as empresas, mas ainda sem a aprovação formal do Tribunal de Justiça da União Europeia. As negociações foram concluídas em 2024, o Conselho aprovou a assinatura em 9 de janeiro de 2026 e o texto foi rubricado em Assunção em 17 de janeiro. No entanto, quatro dias depois, o Parlamento Europeu, pressionado por França, Polônia e Áustria, pediu ao tribunal um parecer sobre a compatibilidade do acordo com os Tratados, travando o Acordo de Parceria mais amplo. Apenas a parte comercial, chamada Acordo Interino, entrou sozinha em vigor.
Nos dois primeiros meses de vigência, as exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 10 bilhões de reais, um aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionadas por manga, café, mel, máquinas e motores. Este movimento se intensificou depois de Washington confirmar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, empurrando o Brasil para a porta que




