Na cerimônia em que celebrou a redução da fila do INSS, o presidente Lula fez uma enfática defesa da política de reajuste real do salário mínimo, chegando a mencionar o valor de 3% acima da inflação como referência. Ele criticou a ideia de que esse percentual seria um risco para as contas públicas, argumentando que é muito baixo para colocar em xeque a sustentabilidade fiscal de um país.
A regra atual de reajuste, que vincula o salário mínimo ao Produto Interno Bruto de dois anos antes, foi apontada como um dos fatores que contribuíram para a aceleração do déficit da Previdência Social durante o mandato de Lula, mesmo após a reforma da aposentadoria aprovada anteriormente.
Ao final de 2024, Lula precisou aceitar submeter essa regra ao teto de gastos, limitando o reajuste a no máximo 2,5%. Na época, técnicos do próprio governo defendiam uma moderação ainda maior nos aumentos do mínimo para proteger as contas previdenciárias.
A piora acelerada do saldo da Previdência já levou alguns analistas a voltar a sugerir a necessidade de uma nova reforma no sistema, em meio ao cenário de eleição acirrada e pressões por ajuste fiscal.




