O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, negou qualquer envolvimento em negociações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e classificou como "fantasiosa" e "ação de má-fé" a acusação de que teria participado de um acordo envolvendo doações para campanhas políticas.
Segundo apuração do portal UOL, Vorcaro afirma em uma proposta de delação premiada que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro, em 2022, teriam origem em uma negociação de propina. Tarcísio recebeu R$ 2 milhões e Bolsonaro, R$ 3 milhões, em doações feitas por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado na Operação Compliance Zero.
Vorcaro afirma que os valores seriam "contrapartidas financeiras" após um suposto "ajuste indevido com Gilberto Kassab" para a manutenção do Credcesta no governo Tarcísio. Uma investigação da PF revelou ainda uma relação de amizade entre o governador Cláudio Castro e Ricardo Magro, dono do Grupo Refit.
O delegado Andrei Rodrigues defendeu ser "muito positivo" retirar delegados dos gabinetes, em referência às mudanças na estrutura da investigação.




