Mensagens inseridas pela Polícia Federal no relatório que resultou na última das três operações recentes contra o ex-governador Cláudio Castro (PL), no mês passado, revelam que ele considerava o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, um "amigo". A PF afirma que a relação entre o então chefe do Palácio Guanabara e o homem conhecido como o maior devedor de impostos do país não se limitava à seara profissional e resultava em benefícios à refinaria.
Castro e Magro foram alvos de uma primeira operação sobre o caso em maio. O ex-governador passou por buscas e apreensões, enquanto o empresário teve pedido de prisão determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e não foi localizado, sendo considerado foragido.
Após um evento em Nova York do qual ambos participaram no ano passado, Magro escreveu a Castro para agradecer pela presença, destacando o desgaste envolvido na participação. As mensagens fazem parte das provas coletadas pela investigação sobre o suposto esquema de corrupção envolvendo a refinaria.




