Portugal concluiu o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com a garantia do governo de que cumpriu 100% das metas e marcos acordados com Bruxelas, assegurando 16,3 bilhões de euros em subsídios e prevendo executar cerca de 5,6 bilhões de euros em empréstimos. O artigo destaca que, embora a execução financeira seja um resultado positivo num país com dificuldades históricas na aplicação de fundos europeus, cumprir administrativamente um plano não equivale a transformar economicamente o país. Aponta para a necessidade de uma avaliação independente sobre o impacto real do investimento de 21,9 bilhões de euros na produtividade, competitividade e capacidade de crescimento, alertando que o Banco de Portugal prevê uma desaceleração econômica após o impulso do PRR e que o Tribunal de Contas Europeu identificou limitações na transparência. O artigo defende que o fim do PRR deve marcar o início de um escrutínio rigoroso sobre resultados concretos.
Jornal Económico04/09/26, 00:18