A Câmara Municipal de Silves recebeu formalmente o espólio documental e arquivístico do Museu da Cortiça, através de um contrato de doação celebrado com a empresa proprietária do imóvel. A escritura foi assinada pelo empresário neerlandês Erick de Vlieger e pela presidente da Câmara de Silves, Luísa Conduto, numa cerimónia realizada no dia do feriado municipal, que celebra a conquista de Silves por D. Sancho I em 1189.
O Museu da Cortiça, instalado na antiga Fábrica do Inglês, tinha reaberto ao público em 11 de julho, após 16 anos encerrado, na sequência da aquisição do complexo pelo empresário Erick de Vlieger, residente no Algarve há cerca de duas décadas. Durante a cerimónia nos Paços do Concelho, o empresário manifestou satisfação por poder entregar ao município documentos que considerou importantes para a história do município e das famílias ligadas à antiga fábrica.
O espólio, composto por milhares de documentos e fotografias, representa, segundo a autarca, "um devolver à população e a Silves de uma parte da sua identidade", contando a história da sociedade, das pessoas que ali trabalharam e das relações comerciais e sociais que marcaram a cidade através da indústria corticeira durante cerca de cem anos.
Luísa Conduto adiantou que o arquivo será agora objeto de estudo e tratamento científico, algo que não teve até agora. A documentação foi cedida gratuitamente ao município pela empresa Antrix, detida pelo empresário neerlandês, não lhe estando atribuído qualquer valor patrimonial.




