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IATA busca conscientizar a Comissão Europeia sobre menos regulamentação na próxima década

NewsAvia3 de setembro de 2026 às 12:40

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) está fazendo lobby junto à Comissão Europeia para que reduza a regulamentação sobre o setor de aviação na próxima década, em um momento em que Bruxelas se prepara para apresentar uma estratégia que definirá o tom legislativo do transporte aéreo. A organização, que representa mais de 370 companhias aéreas responsáveis por cerca de 85% do tráfego aéreo mundial, estimou que as companhias aéreas gastaram cerca de 9,9 bilhões de euros em 2024 para cumprir a legislação europeia, prevendo que essa despesa atinja 33 bilhões anuais em 2050. A IATA pediu ainda que a Comissão aproveite a nova estratégia para cumprir o compromisso de reduzir em 25% os encargos administrativos.

Um dos principais pontos de atrito é o sistema de comércio de emissões (ETS), que a partir deste ano eliminou completamente a atribuição gratuita de direitos de emissão à aviação. A IATA defende que a UE priorize o CORSIA, o sistema mundial de compensação de emissões da Organização da Aviação Civil Internacional, em vez de expandir o ETS europeu a mais rotas internacionais. A economista-chefe da IATA, Marie Owens Thomsen, afirmou que expandir unilateralmente obrigações europeias a todos os voos internacionais levanta problemas de extraterritorialidade.

A associação também alertou para as dificuldades na produção de combustíveis sustentáveis para a aviação, que custam várias vezes mais do que o querosene convencional. A legislação europeia exige que pelo menos 2% do combustível fornecido nos aeroportos comunitários seja SAF em 2025, percentual que sobe para 6% em 2030 e 70% em 2050. A IATA calcula que o custo adicional desses combustíveis já equivale a cerca de 2% da margem de lucro das companhias aéreas.

Outra preocupação é o Sistema de Entrada e Saída (EES), que registrará eletronicamente os cidadãos de países terceiros nas fronteiras do espaço Schengen. A IATA alertou para a persistência de problemas técnicos e operacionais, salientando que em alguns aeroportos o número de passageiros que perdem suas conexões dobrou. A organização

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