A Câmara de Silves recebeu formalmente o espólio documental e arquivístico do Museu da Cortiça, mediante um contrato de doação assinado pelo empresário holandês Erick de Vlieger, que adquiriu o imóvel, e pela presidente da autarquia, Luísa Conduto. A assinatura decorreu nos Paços do Concelho, precisamente no dia 3 de setembro, data em que se celebra a conquista da cidade pelo rei Sancho I em 1189. O empresário manifestou satisfação por poder entregar ao município documentos que considerou importantes e de enorme significado histórico para o município e para as famílias ligadas à antiga fábrica.
O Museu da Cortiça, instalado na antiga Fábrica do Inglês, reabriu no dia 11 de julho, após 16 anos de fechamento. O espaço tinha fechado em 2009 devido à insolvência da empresa proprietária. A fábrica foi fundada em 2 de janeiro de 1894 pela empresa corticeira Avern, Sons & Barris e, em 1918, sob a direção de Victor Sadler, foi modernizada, tornando-se numa das maiores unidades de transformação de cortiça do país.
O espólio é composto por milhares de documentos e fotografias, que representam um devolver à população e a Silves de uma parte da sua identidade. Luísa Conduto sublinhou que o arquivo conta não só a história da sociedade e das pessoas que ali trabalharam, mas também as relações comerciais e sociais que, durante cerca de cem anos, marcaram a história de Silves através da indústria corticeira. O conjunto documental, que já se encontrava inventariado quando foi anteriormente encaminhado para o Arquivo Distrital de Faro, será agora objeto de estudo e tratamento científico.




