Carlos Vila Nova tomou posse pela segunda vez como Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe no dia 3 de setembro, numa cerimónia realizada na Assembleia Nacional. O chefe de Estado de 67 anos, engenheiro de telecomunicações de formação, foi anteriormente ministro nos governos liderados por Patrice Trovoada e é o quinto presidente do arquipélago, sucedendo a Manuel Pinto da Costa, Miguel Trovoada, Fradique de Menezes e Evaristo Carvalho.
Na sua tomada de posse, Carlos Vila Nova apelou à estabilidade, unidade e trabalho como condições essenciais para promover o crescimento económico do país. Defendeu que apenas com estabilidade se constrói confiança e se atrai investimentos, salientando que são necessárias a estabilidade política, económica e social. Sublinhou, contudo, que estabilidade não significa imobilismo, mas sim criar condições para trabalhar, investir, produzir e planear o futuro do arquipélago.
O Presidente reiterou que o crescimento económico não pode limitar-se a números em relatórios, devendo ter impacto real na vida das pessoas. Para tal, defendeu que o desenvolvimento económico exige instituições credíveis, regras claras, transparência, responsabilização na gestão dos recursos públicos e uma administração capaz de servir os cidadãos e apoiar quem quer trabalhar e investir.
A cerimónia contou com a presença de vários chefes de Estado e de Governo estrangeiros, incluindo os presidentes da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, e do Gabão, Brice Cloraire Oguema, bem como os primeiros-ministros de Portugal, Luís Montenegro, de Moçambique, Maria Benvinda Delfina Levi, da Guiné Equatorial, Manuel Osa Nsue Nsua, e de Marrocos, Aziz Akhannouch. Carlos Vila Nova foi reelsito em 19 de julho, à primeira volta, com 55,88% dos votos, derrotando Nito D'Abreu, Miques João e Eugénio Tiny.




