Os trabalhadores dos bares e serviço de bordo dos trens Alfa Pendular e Intercidades da CP cumprimentam, nesta quinta-feira, 3 de setembro, o quarto dia de uma greve por tempo indeterminado, com uma adesão de 95%. A paralisação, iniciada em 31 de agosto, é promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul e afeta os trabalhadores da Itau, empresa concessionária do serviço de refeições e bares dos trens de longa distância desde 1º de abril. A maioria dos trens de longa distância circula sem serviço de refeições e de bar.
O sindicato acusa a concessionária de se recusar, desde o primeiro dia, a respeitar direitos estabelecidos no acordo de empresa aplicável aos trabalhadores, tendo agravado o conflito com a retirada do pagamento correspondente a 22 dias de vale-refeição. Os trabalhadores exigem o cumprimento integral do acordo de empresa, a reposição do vale-refeição, aumentos salariais justos com efeitos retroativos a janeiro de 2026, a atualização das cláusulas de expressão monetária, condições de trabalho dignas e a negociação de um novo acordo de empresa com a Itau.
No dia 1º de setembro, os trabalhadores realizaron uma concentração junto ao Ministério da Infraestrutura e da Habitação e à Secretaria de Estado da Mobilidade e dos Transportes. Uma delegação foi recebida pela chefe de gabinete da Secretária de Estado da Mobilidade e dos Transportes, Cristina Dias, que assumiu o compromisso de promover uma reunião com a governante.
O sindicato considera que o descumprimento da concessionária prejudica severamente os rendimentos mensais dos trabalhadores, mas também prejudica os usuários da CP, que ficam impedidos de acessar o serviço de bar e refeições ao qual contratualmente têm direito quando compram sua passagem ou bilhete de viagem.




