O primeiro ministro Luís Montenegro afirmou esta quinta-feira que, apesar da moção de censura apresentada pelo Chega, o Governo vai continuar a dialogar politicamente com todos os partidos no Parlamento. Montenegro disse que a linha estratégica do executivo passa por "contar com a cooperação institucional com a Assembleia da República e, dentro do Parlamento, com todos os partidos", considerando que isso representa "o interesse coletivo, o interesse nacional".
O primeiro ministro rejeitou que o Governo PSD/CDS se posicione em equidistância entre o Chega e o PS, as duas maiores forças da oposição. Segundo Montenegro, "não é uma questão de equidistância, mas sim de proximidade", explicando que o executivo está "próximo das pessoas" e também "próximo dos órgãos de soberania, em particular da Assembleia da República".
Montenegro adiantou que o Governo vai iniciar contactos com todos os partidos da oposição para preparação do Orçamento do Estado para 2027, referindo que este diálogo já tem sido feito "em processos legislativos que são fundamentais". O primeiro ministro salientou ainda que o diálogo não significa que as oposições adiram "em plenitude" às propostas do Governo, nem que este não respeite a divergência.
O chefe do executivo afirmou ter "um respeito democrático e um princípio de convivência democrática muito arraigado", acrescentando que "todos os partidos dirão aquilo que querem para o país". Montenegro fazia estas declarações antes de assistir à posse do Presidente reelito de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova.




