O Município de Maputo vai revisar, pela primeira vez em 18 anos, o Plano de Estrutura Urbana do Município de Maputo (PEUMM), aprovado em 2008, para adaptar o ordenamento da capital moçambicana ao crescimento urbano, aos desafios de mobilidade e às alterações climáticas. Com cerca de um milhão de habitantes, a cidade enfrenta problemas crescentes de expansão urbana, pressão sobre infraestruturas, ocupação do solo e vulnerabilidade aos fenômenos climáticos extremos.
A edilidade lançou um processo de consultoria para apoiar a revisão, com o objetivo de dispor de um instrumento estratégico "operacional e orientado para a implementação", capaz de orientar o crescimento urbano sustentável, promover a utilização eficiente do solo, reforçar a integração entre uso do solo e mobilidade, aumentar a resiliência às alterações climáticas e apoiar a coordenação de investimentos públicos e privados.
O novo plano incluirá um novo modelo territorial para Maputo, com definição da estrutura espacial, sistema de centralidades, organização do uso e ocupação do solo, corredores de mobilidade e áreas prioritárias de desenvolvimento e proteção ambiental. A integração entre ordenamento territorial e mobilidade é um dos principais eixos, incluindo a articulação com o Sistema MOVE/BRT.
O processo decorre enquanto o Governo moçambicano acelera projetos para melhorar a mobilidade na Área Metropolitana de Maputo, incluindo estudos para dois novos ramais ferroviários e a implementação de um Sistema de Transporte Rápido Autônomo (ART), tecnologia semelhante a um metrô de superfície. O Presidente Daniel Chapo reconheceu que "grandes desafios da mobilidade urbana" permanecem, afirmando que o Governo está a trabalhar para o início das obras. O PEUMM de 2008 foi o primeiro plano de estrutura urbana elaborado pelo próprio município, recorrendo essencialmente a especialistas moçambicanos.




