Área de estudo pesa mais do que instituição de ensino na entrada no mercado de trabalho
Negócios

Área de estudo pesa mais do que instituição de ensino na entrada no mercado de trabalho

SAPO3 de setembro de 2026 às 09:49

A área de formação é o principal fator de diferenciação no percurso profissional dos diplomados do ensino superior em Portugal, segundo um estudo do EDULOG. O trabalho acadêmico analisou o impacto que a escolha da área de estudo tem na vida profissional dos graduados, revelando que esta variável é mais determinante do que a própria instituição de ensino frequentada.

O estudo demonstra que a área de formação influencia significativamente tanto as taxas de desemprego como a qualidade do emprego obtido pelos diplomados. Ou seja, um graduado numa determinada área pode ter mais dificuldade em encontrar trabalho ou obter melhores condições laborais do que outro com qualificações semelhantes, mas formado numa área diferente.

A investigação identificou ainda desvantagens mais acentuadas para as mulheres no mercado de trabalho português. Embora o artigo não detalhe especificamente quais as áreas mais afetadas, o estudo indica que o gênero funciona como um fator adicional de desigualdade no percurso profissional dos diplomados.

Por fim, o EDULOG alerta para a dificuldade em colocar os diplomados mais qualificados em funções adequadas à sua formação. Isto sugere que existe um desfasamento entre o nível de qualificação obtido no ensino superior e as oportunidades profissionais efetivamente disponíveis no mercado de trabalho em Portugal.

Notícias relacionadas

Negócios

União Europeia sem risco imediato de abastecimento de gás apesar de reservas baixas

A Comissão Europeia anunciou que, embora os níveis de armazenamento de gás na UE estejam abaixo dos registrados em anos anteriores, não existe risco imediato para a segurança do abastecimento energético. A avaliação do Grupo de Coordenação do Gás indica que a UE está mais preparada do que em 2021 e 2022, graças à diversificação das fontes de abastecimento, ao aumento da capacidade de importação de GNL e à redução da demanda. No entanto, a instabilidade no Oriente Médio mantém suspensa a produção de GNL do Qatar, e as ondas de calor na Europa aumentaram a demanda de gás para produção de eletricidade, provocando volatilidade nos preços. Portugal se destaca com 93,08% das reservas cheias, uma das taxas mais elevadas da UE. Uma nova reunião do grupo está prevista para 24 de setembro.

Jornal Económico04/09/26, 00:26
Negócios

O PRR e seu escrutínio

Portugal concluiu o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com a garantia do governo de que cumpriu 100% das metas e marcos acordados com Bruxelas, assegurando 16,3 bilhões de euros em subsídios e prevendo executar cerca de 5,6 bilhões de euros em empréstimos. O artigo destaca que, embora a execução financeira seja um resultado positivo num país com dificuldades históricas na aplicação de fundos europeus, cumprir administrativamente um plano não equivale a transformar economicamente o país. Aponta para a necessidade de uma avaliação independente sobre o impacto real do investimento de 21,9 bilhões de euros na produtividade, competitividade e capacidade de crescimento, alertando que o Banco de Portugal prevê uma desaceleração econômica após o impulso do PRR e que o Tribunal de Contas Europeu identificou limitações na transparência. O artigo defende que o fim do PRR deve marcar o início de um escrutínio rigoroso sobre resultados concretos.

Jornal Económico04/09/26, 00:18
Negócios

A inflação de inverno

Vários indícios sugerem que a inflação poderá continuar elevada durante o inverno na Zona do Euro, com a inflação homóloga atingindo 3,3% em agosto, o valor mais alto em três anos, impulsionada principalmente pelos preços da energia. Os combustíveis permanecem em alta, o gás natural é negociado em máximos de três anos e as reservas estratégicas estão historicamente baixas, o que pode gerar dificuldades caso o inverno seja rigoroso. Na alimentação, o fenômeno El Niño e o fechamento de portos no Mar Negro fazem temer nova escalada de preços. A possibilidade de políticas mais agressivas de Donald Trump na segunda parte do seu mandato também contribui para o cenário de incerteza, podendo influenciar as negociações salariais para 2027 e transformar os choques de oferta em inflação mais estrutural.

Jornal Económico04/09/26, 00:12
Conselho de Supervisão da Volkswagen aprova plano que prevê despedir 50 mil trabalhadores
Negócios

Conselho de Supervisão da Volkswagen aprova plano que prevê demissões de 50 mil trabalhadores

O Conselho de Supervisão da Volkswagen aprovou um plano que prevê a demissão de 50 mil trabalhadores, somando-se aos 50 mil já anunciados anteriormente, o que totaliza aproximadamente 100 mil postos de trabalho a eliminar na Alemanha até 2030, representando cerca de 15% da mão de obra total do grupo automobilístico.

Expresso04/09/26, 00:12