Portugal deixa de importar carne bovina do Brasil. Agricultores pedem medidas contra a UE e uma investigação ao azeite importadoFoto de Marta Branco no Pexels
Negócios
Европейский союз

Portugal deixa de importar carne bovina do Brasil. Agricultores pedem medidas contra a UE e uma investigação ao azeite importado

CNN Portugal3 de setembro de 2026 às 09:58

Portugal deixou de receber carne do Brasil, uma decisão que surge num contexto de tensões comerciais entre os dois países. Os agricultores estão pedindo medidas contra a União Europeia e uma investigação ao azeite importado, evidenciando o aumento das preocupações do setor agrícola português.

A questão do azeite importado tem sido particularmente relevante, uma vez que 89% das quase 90 mil toneladas de azeite importado pelo Brasil em 2025 veio da União Europeia. A maioria desse azeite tinha origem em Portugal, o que coloca o país numa posição importante como fornecedor de azeite ao mercado brasileiro.

Esta situação reflete as complexas relações comerciais entre Portugal, o Brasil e a União Europeia, com os agricultores portugueses a manifestarem a sua insatisfação face à concorrência de produtos importados e a exigirem ações concretas para proteger o setor nacional.

Notícias relacionadas

Negócios

União Europeia sem risco imediato de abastecimento de gás apesar de reservas baixas

A Comissão Europeia anunciou que, embora os níveis de armazenamento de gás na UE estejam abaixo dos registrados em anos anteriores, não existe risco imediato para a segurança do abastecimento energético. A avaliação do Grupo de Coordenação do Gás indica que a UE está mais preparada do que em 2021 e 2022, graças à diversificação das fontes de abastecimento, ao aumento da capacidade de importação de GNL e à redução da demanda. No entanto, a instabilidade no Oriente Médio mantém suspensa a produção de GNL do Qatar, e as ondas de calor na Europa aumentaram a demanda de gás para produção de eletricidade, provocando volatilidade nos preços. Portugal se destaca com 93,08% das reservas cheias, uma das taxas mais elevadas da UE. Uma nova reunião do grupo está prevista para 24 de setembro.

Jornal Económico04/09/26, 00:26
Negócios

O PRR e seu escrutínio

Portugal concluiu o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com a garantia do governo de que cumpriu 100% das metas e marcos acordados com Bruxelas, assegurando 16,3 bilhões de euros em subsídios e prevendo executar cerca de 5,6 bilhões de euros em empréstimos. O artigo destaca que, embora a execução financeira seja um resultado positivo num país com dificuldades históricas na aplicação de fundos europeus, cumprir administrativamente um plano não equivale a transformar economicamente o país. Aponta para a necessidade de uma avaliação independente sobre o impacto real do investimento de 21,9 bilhões de euros na produtividade, competitividade e capacidade de crescimento, alertando que o Banco de Portugal prevê uma desaceleração econômica após o impulso do PRR e que o Tribunal de Contas Europeu identificou limitações na transparência. O artigo defende que o fim do PRR deve marcar o início de um escrutínio rigoroso sobre resultados concretos.

Jornal Económico04/09/26, 00:18
Negócios

A inflação de inverno

Vários indícios sugerem que a inflação poderá continuar elevada durante o inverno na Zona do Euro, com a inflação homóloga atingindo 3,3% em agosto, o valor mais alto em três anos, impulsionada principalmente pelos preços da energia. Os combustíveis permanecem em alta, o gás natural é negociado em máximos de três anos e as reservas estratégicas estão historicamente baixas, o que pode gerar dificuldades caso o inverno seja rigoroso. Na alimentação, o fenômeno El Niño e o fechamento de portos no Mar Negro fazem temer nova escalada de preços. A possibilidade de políticas mais agressivas de Donald Trump na segunda parte do seu mandato também contribui para o cenário de incerteza, podendo influenciar as negociações salariais para 2027 e transformar os choques de oferta em inflação mais estrutural.

Jornal Económico04/09/26, 00:12
Conselho de Supervisão da Volkswagen aprova plano que prevê despedir 50 mil trabalhadores
Negócios

Conselho de Supervisão da Volkswagen aprova plano que prevê demissões de 50 mil trabalhadores

O Conselho de Supervisão da Volkswagen aprovou um plano que prevê a demissão de 50 mil trabalhadores, somando-se aos 50 mil já anunciados anteriormente, o que totaliza aproximadamente 100 mil postos de trabalho a eliminar na Alemanha até 2030, representando cerca de 15% da mão de obra total do grupo automobilístico.

Expresso04/09/26, 00:12