O que se estuda é o que faz a diferença na qualidade do empregoFoto de Izadora Araujo no Pexels
Negócios

O que se estuda é o que faz a diferença na qualidade do emprego

Jornal Económico3 de setembro de 2026 às 10:00

Um estudo do think tank EDULOG, da Fundação Belmiro de Azevedo, concluiu que a área de estudo é o fator mais determinante para a qualidade do emprego, superando até a importância da instituição frequentada, seja pública ou privada, universitária ou tecnológica. Os formados em Artes, Psicologia, Ciências Naturais, Matemática, Estatística, Humanidades e Línguas apresentam uma probabilidade de desemprego pelo menos 10 pontos percentuais superior à dos formados em Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção, tanto na entrada no mercado de trabalho quanto cinco anos após a conclusão dos estudos. A nota final do curso é a variável mais consistentemente associada ao desemprego, enquanto o mestrado reduz a probabilidade de desemprego apenas no primeiro ano.

O estudo analisa cinco dimensões da qualidade do emprego: salário por hora, estabilidade contratual, satisfação, sobrequalificação e alinhamento entre formação e emprego. TIC e Engenharia se destacam pelos melhores salários e níveis de satisfação, enquanto várias áreas das Artes, Humanidades, Bem-estar e Serviços ficam no polo oposto. A sobrequalificação é a forma mais frequente de desalinhamento, atingindo 50,6% em Humanidades e 50% em Serviços, contra apenas 6,2% em Medicina e Medicina Dentária.

As mulheres formadas enfrentam situações significativamente menos favoráveis no mercado de trabalho, com menor estabilidade contratual, salários mais baixos, níveis inferiores de satisfação e maior risco de sobrequalificação. Mulheres, formados com desempenho acadêmico mais baixo, percursos não universitários e trabalhadores em tempo parcial apresentam maior probabilidade de enfrentar múltiplas desvantagens simultaneamente.

O coordenador do estudo, Ricardo Biscaia, defende que é preciso garantir que estudantes e famílias disponham de informações rigorosas sobre os resultados profissionais das diferentes áreas de formação, incluindo dados sobre remuneração, estabilidade contratual e adequação entre formação e emprego. O EDULOG recomenda prudência na utilização da empregabilidade como critério único para ajustar a oferta de vagas e sugere que melhores informações no nível das áreas de estudo podem funcionar como instrumento de equidade.

Notícias relacionadas

Negócios

Fuso retoma produção em Tramagal com 400 trabalhadores

A fábrica portuguesa da Mitsubishi Fuso no Tramagal retomou a produção no dia 24 de agosto, após implementar lay-off em julho e uma parada durante o verão. Cerca de 400 trabalhadores voltaram às linhas de produção, embora os volumes de produção previstos não tenham sido revelados pela empresa.

Observador03/09/26, 23:36
Portugal quer triplicar presença no pacote europeu de 281 mil milhões para Defesa
Negócios

Portugal quer triplicar presença no pacote europeu de 281 mil milhões para Defesa

Portugal pretende triplicar a sua participação no pacote europeu de defesa de 281 mil milhões de euros, procurando reforçar a presença das empresas nacionais nos projetos financiados pela União Europeia neste setor. Atualmente, cerca de três dezenas de entidades portuguesas estão envolvidas nos vários projetos europeus de defesa, número que o país ambiciona aumentar para uma centena, aproveitando a aposta da UE no reforço das capacidades de defesa europeia.

Jornal de Negócios03/09/26, 23:30
Negócios

Saiba como a CIRES elevou o rendimento energético na produção de PVC

A CIRES – Companhia Industrial de Resinas Sintéticas, Ltda, conseguiu elevar significativamente o rendimento energético na produção de PVC através de melhorias implementadas em seu processo industrial. A empresa do setor químico, especializada na fabricação de poli(cloreto de vinila), otimizou suas operações para reduzir o consumo de energia por unidade produzida, contribuindo para uma produção mais eficiente e sustentável.

Notícias de Coimbra03/09/26, 23:25
Seat pode desaparecer até 2029: futuro da marca espanhola está nas mãos do Grupo Volkswagen
Negócios

Seat pode desaparecer até 2029: futuro da marca espanhola está nas mãos do Grupo Volkswagen

A marca espanhola Seat, com mais de sete décadas de existência, pode desaparecer até 2029, segundo planos de reestruturação do Grupo Volkswagen. A fabricante alemã enfrenta forte pressão para reduzir custos enquanto investe na transição para veículos elétricos. A decisão ainda não é definitiva, mas coloca em risco milhares de postos de trabalho e o futuro da única marca de automóveis de produção espanhola. A integração da Seat num conglomerado maior ou a sua descontinuação fazem parte das opções em análise pela administração do grupo.

SIC Notícias03/09/26, 23:22