Falsos cartões bancários motivam alerta urgente da GNRFoto de Jonathan Borba no Pexels
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Falsos cartões bancários motivam alerta urgente da GNR

oRegiões3 de setembro de 2026 às 09:16

A Guarda Nacional Republicana emitiu um alerta público sobre uma onda sofisticada de golpe que combina correspondência postal fraudulenta com páginas de internet clonadas. As vítimas recebem em casa cartas com design gráfico e logotipos copiados das principais instituições de crédito, contendo um cartão bancário personalizado com o seu nome. A missiva alega que é necessária a substituição do cartão devido ao vencimento iminente ou a uma atualização obrigatória de parâmetros de proteção, criando um senso de urgência por meio de um prazo curto para validação.

O esquema utiliza a técnica designada "quishing", uma variante de roubo de identidade digital que substitui os tradicionais links por códigos QR. Ao escanear o código impresso na carta, as vítimas são redirecionadas para uma plataforma computacional idêntica ao portal de banco online da sua instituição bancária. Nesse site falso, são solicitados dados de extrema confidencialidade, como nomes de usuário, senhas, números de CPF e códigos de confirmação temporários enviados por SMS.

Os golpistas exploram deliberadamente o canal postal tradicional, aproveitando a falsa sensação de segurança associada a cartas seladas com papel timbrado, que continuam a gozar de presunção de autenticidade no subconsciente popular. Os códigos QR dificultam ainda a visualização antecipada do verdadeiro destino do link, ao contrário do que acontece com links textuais na internet.

Os prejuízos não se limitam ao desvio de dinheiro imediato, incluindo transferências bancárias ilegítimas e compras não autorizadas. No médio prazo, os dados biométricos, identitários e contratuais captados alimentam bancos de dados clandestinos negociados em redes de computadores obscuras, permitindo a contratação de financiamentos em nome alheio. A GNR sublinha que nenhuma instituição bancária nacional exige ativação de cartões por meio de códigos QR em suporte papel, devendo os cidadãos recusar a leitura desses códigos, contatar diretamente o banco por canais oficiais e registrar ocorrência em caso de recebimento de material suspeito.

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