Uma denúncia anônima de alegado assédio laboral pelo adjunto da secretária-geral da Assembleia da República (AR), e de nomeações irregulares nos serviços parlamentares, foi arquivada sem que a secretária-geral, Anabela Cabral Ferreira, e o seu adjunto, Hugo Tavares, tenham sido interrogados.
Ao longo de 17 páginas, são descritos dois anos de alegadas pressões, gritos e substituição de funcionários parlamentares por pessoas vindas de fora do Parlamento através da figura de cessão de interesse público — cujo número terá passado de 11 para 61 — para ocupar lugares de chefia. A nova auditora jurídica tomou posse em 15 de julho, mas o processo já estava encerrado.
O arquivamento, por proposta do auditor jurídico, que estava de saída, gerou surpresa entre funcionários, que afirmam que os seus depoimentos foram resumidos e que nunca foram notificados das conclusões. A denúncia tinha sido entregue em maio ao presidente da AR, José Pedro Aguiar-Branco, e foi despachada para averiguação duas semanas depois.




