OE 2027: Governo vê maior alta de gastos com pensões desde o pico da inflação
Negócios
Украина
Экономика
Инвестиции

OE 2027: Governo vê maior alta de gastos com pensões desde o pico da inflação

Jornal de Negócios3 de setembro de 2026 às 07:00

O Orçamento do Estado para 2027 contempla um crescimento da despesa com pensões de cerca de dois bilhões de euros, representando a maior estimativa de aumento desde o período de inflação elevada que se seguiu à invasão da Ucrânia. Essa alta significativa contrasta com os anos anteriores, nos quais os aumentos das pensões foram determinados pela fórmula legal de atualização das prestações.

No entanto, o Executivo não atribui esse crescimento excepcional à aplicação automática dessa mesma fórmula legal, o que sugere que outros fatores estarão contribuindo para o aumento da despesa. O cenário das Finanças Públicas aponta assim para pressões acrescidas no sistema de pensões.

Essa situação ocorre no contexto da preparação do Orçamento do Estado para 2027, documento que está sendo elaborado pelo governo e que definirá as prioridades de despesa pública para o próximo ano. O crescimento previsto das pensões terá impacto significativo nas contas públicas portuguesas.

Notícias relacionadas

Negócios

União Europeia sem risco imediato de abastecimento de gás apesar de reservas baixas

A Comissão Europeia anunciou que, embora os níveis de armazenamento de gás na UE estejam abaixo dos registrados em anos anteriores, não existe risco imediato para a segurança do abastecimento energético. A avaliação do Grupo de Coordenação do Gás indica que a UE está mais preparada do que em 2021 e 2022, graças à diversificação das fontes de abastecimento, ao aumento da capacidade de importação de GNL e à redução da demanda. No entanto, a instabilidade no Oriente Médio mantém suspensa a produção de GNL do Qatar, e as ondas de calor na Europa aumentaram a demanda de gás para produção de eletricidade, provocando volatilidade nos preços. Portugal se destaca com 93,08% das reservas cheias, uma das taxas mais elevadas da UE. Uma nova reunião do grupo está prevista para 24 de setembro.

Jornal Económico04/09/26, 00:26
Negócios

O PRR e seu escrutínio

Portugal concluiu o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com a garantia do governo de que cumpriu 100% das metas e marcos acordados com Bruxelas, assegurando 16,3 bilhões de euros em subsídios e prevendo executar cerca de 5,6 bilhões de euros em empréstimos. O artigo destaca que, embora a execução financeira seja um resultado positivo num país com dificuldades históricas na aplicação de fundos europeus, cumprir administrativamente um plano não equivale a transformar economicamente o país. Aponta para a necessidade de uma avaliação independente sobre o impacto real do investimento de 21,9 bilhões de euros na produtividade, competitividade e capacidade de crescimento, alertando que o Banco de Portugal prevê uma desaceleração econômica após o impulso do PRR e que o Tribunal de Contas Europeu identificou limitações na transparência. O artigo defende que o fim do PRR deve marcar o início de um escrutínio rigoroso sobre resultados concretos.

Jornal Económico04/09/26, 00:18
Negócios

A inflação de inverno

Vários indícios sugerem que a inflação poderá continuar elevada durante o inverno na Zona do Euro, com a inflação homóloga atingindo 3,3% em agosto, o valor mais alto em três anos, impulsionada principalmente pelos preços da energia. Os combustíveis permanecem em alta, o gás natural é negociado em máximos de três anos e as reservas estratégicas estão historicamente baixas, o que pode gerar dificuldades caso o inverno seja rigoroso. Na alimentação, o fenômeno El Niño e o fechamento de portos no Mar Negro fazem temer nova escalada de preços. A possibilidade de políticas mais agressivas de Donald Trump na segunda parte do seu mandato também contribui para o cenário de incerteza, podendo influenciar as negociações salariais para 2027 e transformar os choques de oferta em inflação mais estrutural.

Jornal Económico04/09/26, 00:12
Conselho de Supervisão da Volkswagen aprova plano que prevê despedir 50 mil trabalhadores
Negócios

Conselho de Supervisão da Volkswagen aprova plano que prevê demissões de 50 mil trabalhadores

O Conselho de Supervisão da Volkswagen aprovou um plano que prevê a demissão de 50 mil trabalhadores, somando-se aos 50 mil já anunciados anteriormente, o que totaliza aproximadamente 100 mil postos de trabalho a eliminar na Alemanha até 2030, representando cerca de 15% da mão de obra total do grupo automobilístico.

Expresso04/09/26, 00:12